O PODER DOS ALIMENTOS NO COMBATE AO CÂNCER DE MAMA

O Outubro Rosa está aí e não podemos esquecer da Campanha Contra ao Câncer de Mama, que infelizmente atinge mulheres no Brasil e no Mundo. Mas calma, nem tudo está perdido. Praticar exercícios físicos, controlar o peso corporal, evitar o consumo de bebidas açucaradas e alcoólicas, são alguns dos fatores de grande auxilio no combate ao câncer. A amamentação também é considerada um fator protetivo, devido a pausa da menstruação durante o período, na qual a mulher não fica exposta a hormônios que podem causar o câncer, como o estrogênio.

Lembrando que o autoexame não substitui as consultas periódicas ao médico. A partir dos 40 anos, as mulheres devem realizar o exame de mamografia e em casos que a mulher possua algum histórico familiar de câncer de mama, é indicado começar a fazer esse exame mais cedo, sob recomendações médicas.

No quesito alimentação, os alimentos ultra processados (prontos para consumo), devem ser evitados o máximo possível, por mais tentadores e práticos que sejam, sendo preferível comidas in natura. No caso especificamente do câncer de mama, os chamados alimentos funcionais são os mais aconselháveis no quesito prevenção, isso porque além de fornecerem as funções básicas nutricionais, elas oferecem benefícios que auxiliam no combate de algumas doenças. E são eles:

ÔMEGA 3: Presentes em algas marinhas, salmão, sardinha, atum, arenque, cavalinha e a linhaça, o ômega 3 (ácidos graxos n-3) inibem a formação do câncer de mama, assim como as metástases. Isso porque, essa substância é conhecida por ser uma “gordura boa”, rico em antioxidantes (responsáveis pelo combate ao envelhecimento precoce das células, auxiliando na reprodução celular saudável). Segundo estudo publicado no periódico Cancer Prevention Research, o consumo de ômega 3 ajuda reduzir a densidade do tecido dos seios, evitando o fator de risco de câncer mamário. Lembrando que os suplementos de Ômega 3, não possuem o mesmo efeito do alimento em si, sendo contra-indicado.

FIBRAS: Encontrado em alimentos como a goiaba, cebolinha, cenoura, tangerina, arroz integral, aveia dentre outros, as fibras reduzem o estrogênio bioativo no sangue. Como ocorre também no caso da amamentação, o controle desse hormônio é importante, devido ele estimular a proliferação das células mamárias, independente se são normais ou cancerígenas. Quando estão sob controle, o risco de desenvolver o câncer é menor. Outra boa notícia é que o consumo de fibras melhora o funcionamento do intestino, e gera uma maior sensação de saciedade na alimentação, evitando assim os excessos na hora de comer.

FITOQUÍMICOS: Em poucas palavras, a fitoquímica é a ciência que estuda os componentes químicos dos vegetais, e a atuação deles dentro dos nossos organismos, como combatentes de diversas doenças. No caso do câncer de mama, os fitoquímicos que auxiliam na prevenção são:


Isoflavonas:
Normalmente encontrado em grãos de soja, missô, brotos de alfafa, sementes de linhaça, farinha de soja, tofu e edamame [soja em grãos verdes], os isoflavonas possuem a função de bloquear os receptores de estrogênio, através da separação de bactérias intestinais, permitindo que elas sejam absorvidas para a circulação, como forma de combater o hormônio, através de sítios receptores de estrogênio, presentes nas células mamárias, alterando o metabolismo do estrogênio para uma versão menos ativa.


Lignanas:
Tendo como principais fontes a linhaça, cereais integrais, nozes e as sementes, as lignanas são compostos macromoleculares hidrofóbicos (que não absorvem água), que devido sua similaridade com o estrogênio (fitoestrógeno), ao se ligar aos receptores celulares, se transforma em uma espécie de hormônio falso, ativando um mecanismo de defesa que provoca a autodestruição das células defeituosas, além de exercer um papel antioxidante.


Isocianatos:
Encontrados em vegetais crucíferos (couve-flor, couve-de-bruxelas, nabo, repolho e o brócolis), os isocianatos inibem o metabolismo oxidativo de diversos carcinógenos (com potencial cancerígeno) que provocam danos ao DNA.



Fontes:

Instituto Nacional de Câncer

Drauzio Varella

M de Mulher

R7.COM

Info Escola

Instituto Nacional de Câncer

Superinteressante

M de Mulher







       
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