Reforma Trabalhista – um desrespeito ao trabalhador!

A Lei 13.467 de 13 de Julho de 2017, em vigor desde Novembro de 2017, é em muitos aspectos inconstitucional. Uma Lei que altera um tributo obrigatório por lei ordinária e que faz o desmonte do Ministério do Trabalho não pode ser considerada séria e em prol dos trabalhadores.

Você TRABALHADOR NUTRICIONISTA sabe de onde vem a conquista dos seus direitos trabalhistas? Você sabe quem te amparou na manutenção destes direitos?

Leia com atenção:

O MTE – Ministério do Trabalho e Emprego surgiu da necessidade de existir um órgão que fiscalizasse as relações trabalhistas, o cumprimento das leis de trabalho – no caso, a CLT - Consolidação das Leis do Trabalho e agisse a fim de coibir abusos nessa área, quando houvesse interesse público. Dessa forma, o MTE deve atuar para regularizar e mediar as relações entre empregados e empregadores, com a brava atividade dos movimentos sindicais. Pois bem, a manutenção das atividades do MTE, em grande parte se deve ao repasse no pagamento da contribuição sindical cuja divisão acontecia assim:
60% para o Sindicato de Classe, 20% para o Ministério do Trabalho e Emprego, 15% para a Federação de Trabalhadores e 5% para a Confederação.


Hoje sabemos que todos os meios de comunicação estão classificando os sindicatos como parasitas, porque para a mídia quanto mais fracos se tornarem os sindicatos melhor para o poder econômico e financeiro agir. Quanto menor a resistência dos trabalhadores, mais fácil ficará para os patrões se sobreporem. E os sindicatos patronais estão se tornando mais fortes: eles estão recebendo a contribuição sindical das suas empresas representadas. E nós, os sindicatos de trabalhadores, estamos ficando cada vez mais fracos. A desculpa que existem sindicatos inoperantes é porque a categoria representada não cobra, se acomodou e deixou a entidade se acomodar também. Porque a responsabilidade é compartilhada.

O movimento sindical brasileiro é um dos mais atuantes do mundo e representam cerca de 50 milhões de trabalhadores no país. Todos os direitos conquistados até então, pelo trabalhador, foi graças a luta e coragem das Entidades Sindicais. Conquistamos férias de 30 dias, 13º salário, auxílio doença e seguro desemprego, participação nos lucros e resultados, horas extras com adicional de até 100%, e muitas outras coisas. Muitos trabalhadores da América do Sul não tem ainda estes direitos conquistados no Brasil.

Portanto, caro colega, com a extinção da Contribuição Sindical, nada há a comemorar, pois, está claro que o trabalhador terá o maior prejuízo, visto que o objetivo fim é diminuir a força e poder do Ministério do Trabalho e consequentemente do trabalhador!!!

Não se iludam!!! Esta dita economia tão comemorada por todos os trabalhadores que não querem fazer o pagamento da Contribuição Sindical, sairá muito mais caro, pois haverá certamente a redução de todos os direitos acima conquistados!

Sim, todos poderão ter emprego, porém seu poder de compra será menor, pois o empregador tratará de colocar em prática o artigo que “prevalece o negociado sobre o legislado”, Isso significa que a sua negociação salarial será feita entre você e o seu patrão. E se ele disser que não vai poder lhe dar aumento, você não irá questionar por medo de perder o seu emprego. Mas nós podemos e iremos sempre questionar os patrões. Questionar para conquistar. Para não deixar você ter que trabalhar muito mais para ganhar bem menos!

Ernane Silveira Rosas
Presidente


       
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