Como a Reforma da Previdência pode afetar sua vida

A PEC 6/2019, mais conhecida como a Reforma da Previdência, vem gerando diversos questionamentos sobre a forma como está sendo elaborada. A proposta, feita pelo governo do atual presidente Jair Bolsonaro, sugere um aumento do tempo de contribuição, de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens, sendo que essa idade pode vir aumentar, se caso a expectativa de vida do brasileiro subir. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), no Brasil, estamos com cerca de 13,1 milhões de desempregados, sendo que 4,9 milhões desistiram de procurar emprego. Diante disso, muitos não conseguirão contribuir os necessários 40 anos para receber a aposentadoria integral, e 20 anos de contribuição para receber 60% do teto.

Um dos modelos estudados pelo governo de Bolsonaro, é o da Reforma da Previdência ocorrida no Chile no início da década de 1980, instituída pelo ministro de Augusto Pinochet, José Piñera, inspirada na obra de um dos liberais mais influentes do mundo, Milton Friedman. O modelo implementado pelo país vizinho colocou em prática o que só existia na teoria: de cada trabalhador fazer a sua própria poupança, depositada em uma conta individual, ao invés do fundo coletivo, administrado por empresas privadas (administradoras de fundos de pensão – AFP) que investem o dinheiro guardado no mercado financeiro.

Porém, depois de trinta e cinco anos de implementação, o país chileno passou a viver o drama do baixo valor recebido pelos aposentados, levando o país a ter a segunda maior alta na taxa de suicídio entre idosos no mundo, segundo dados OCDE – Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico. Os casos de suicídio comoveram a população chilena que foram às ruas para pressionarem por mudanças na previdência. E mesmo após as alterações feita pela presidente Michelle Bachelet, 79% dos aposentados continuam recebendo abaixo do salário mínimo.

A Previdência Social brasileira é mantida por contribuições vindas do governo, empresas e trabalhadores, enquanto as aposentadorias e pensões são financiadas por quem está na ativa. Caso a equipe econômica de Bolsonaro consiga aprovar a Reforma nesses moldes estabelecidos, quem sairá ganhando será somente o sistema financeiro, enquanto a população continuará perdendo trabalhando sem registro em carteira, ficando desempregada, e não conseguindo sequer pagar as contas do mês, muito menos guardar o suficiente para a aposentadoria em uma poupança. É necessário haver uma discussão mais profunda sobre o assunto, para que não acabe penalizando severamente os trabalhadores, principalmente aqueles que estão em piores condições sociais.






Fontes:

UOL


Carta Capital


Info Money


Gazeta do Povo


BBC


       
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