BRASIL: O PAÍS DOS PESTICIDAS CANCERÍGENOS

O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos no mundo. Isso é que o que diz a nota oficial do Instituto Nacional do Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), publicado no mês de maio deste ano, em relação a PL 6.299/2002, que prevê um afrouxamento das regras em relação a lei que regulamenta os agrotóxicos no país. Com essa prática, acaba desqualificando as instituições que fazem esse controle atualmente - Ibama, vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, e pela Anvisa, vinculada ao Ministério da Saúde – e confere mais poder para o Ministério da Agricultura regulamentar essas substâncias, restringindo as demais instituições de controle. O criador da denominada “PL do Veneno”, Blairo Maggi, é o atual ministro da Agricultura e um dos maiores produtores rurais do Mato Grosso.

Para o INCA, essa mudança no Projeto de Lei, coloca em risco fatores que são considerados agravantes para a saúde dos seres vivos. Além da degradação do solo e a contaminação dos mananciais, os agricultores também são vítimas, por trabalhar diretamente com a aplicação desses pesticidas, além do consumidor final, por ingerir alimentos que possuem resíduos desse veneno. Segundo o Instituto, tais substâncias são responsáveis pela diminuição na resistência do organismo aos patógenos – organismos causadores de doenças em um hospedeiro – e redução da imunovigilância com combate as células neoplásicas, causando a maior incidência do câncer, possuindo efeitos genotóxicos – potenciais mutagênicos que podem contribuir para formação de tumores malignos.

Além disso, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, em um período de 10 anos (2002-2012), o uso de agrotóxicos no Brasil foi de 2,7kg/ha para 6,9 quilograma por hectare, representando um aumento de 155,6% no uso. Para os defensores da PL, a aprovação significa uma modernização no setor da agricultura. Porém, a falta de instruções de uso para o agricultor comum, que é responsável pela produção da maioria dos alimentos consumidos no país (agricultura familiar), faz com que o risco de contaminação seja alarmante.

Segundo dados colhidos do Programa de Análise de Resíduos em Alimentos (PARA),da Anvisa, publicado na edição de setembro de 2018, na revista Superinteressante (Editora Abril), alguns alimentos não obedecem o limite de segurança no uso de agrotóxicos consideráveis aceitáveis para consumo, na qual somente 25,4% da produção de uva, 11,1% do pimentão, 22,2% da abobrinha e 27,4% do morango, respeitam esse limite. Lembrando que alguns agrotóxicos utilizados no Brasil, são proibidos na Europa e nos Estados Unidos, devido o alto teor tóxico para a natureza, e por serem consideradas teratogênicas, carcinogênicas ou mutagênicas (que provoquem câncer ou alterações em embriões ou no DNA) para os humanos e animais.



Fontes:

Instituto Nacional de Câncer

El País

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas

BBC Brasil




       
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